Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Em jeito de balanço da Conferência: "Teorias da Felicidade"

Comemorou-se mais um Dia Mundial da Filosofia que, na nossa escola, foi o primeiro – esperemos – de muitos outros que haverão de comemorar-se.
Se o último evento (dia 9 de Novembro de 2007) se pautou por um ambiente insigne, em grande medida graças à excelência do seu prelector, não menos refulgente foi a efeméride decorrida ontem (15 de Novembro de 2007).
Creio, pois, que não será exagero afirmar-se que pelo sucesso a nível intelectual, tanto da prelecção como das questões levantadas pelo auditório (professores e alunos), como, ainda, pela interactividade obtida, visível na enorme adesão e participação da assistência, este Dia foi, além de comemorado, festejado e enaltecido.
Estamos todos de parabéns: Escola, enquanto instituição e meio promotor e veiculador de saber, organização/coordenação, participantes, numa palavra: todos os amantes do saber – os mais treinados e munidos de instrumentos teóricos e conceptuais e os iniciados.
 Se, por um lado, é certo que qualquer Comemoração do tipo “Dia Mundial de…” – como recentemente referiu o Prof. Doutor Silveira de Brito, numa sua estadia em S. Miguel –, denuncia a precariedade daquilo que ela exalta (não é certo que só se pugna por algo quando esse algo está subalternizado?), por outro, não menos evidente será a constatação que a Filosofia, neste caso particular, está bem viva e, contrariamente à tendência de apenas se valorizarem as dimensões economicistas, tecnológicas e científicas (que, aliás, ninguém pode ou deve descurar, em prol do desenvolvimento de um povo que se pretende civilizado), ela afigura-se, mais do que nunca uma ferramenta imprescindível ao exercício de todo e qualquer desenvolvimento: é o seu substrato, fundamento, raiz estruturante do pensamento e saber.
Atrofiar e/ou menosprezar esta dimensão teórico-comtemplativa, mas, simultaneamente prática (no sentido de praxis, de acção), será comprometer todo e qualquer tipo de saber e desenvolvimento: será como tentar perscrutar os diferentes matizes policromáticos existentes ao seu redor, sendo-se privado de visão, ou, pior ainda, possuindo-se a faculdade da visão, sem contudo sequer se esforçar por abrir os olhos.
publicado por Luís M. M. Duarte às 12:27
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Luís M. M. Duarte (Coordenação)

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