Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

I- Racionalidade prática: perspectivas contemporâneas sobre a acção

 

Sumário:

1- A perspectiva consequencialista

2- A perspectiva deontológica

3- A concepção neo-aristotélica da racionalidade prática:

3.1- A ética das virtudes

3.2- Gadamer

 

__________________________________________________

 

Tradição

Principais autores

Foco da análise

Consequencialismo

Bentham, Mill...

Resultado

Deontologismo

Kant, Rawls...

Acção (regras/deveres)

Ética das virtudes

Aristóteles; Foot, MacIntyre...

Agente

 

1- O utilitarismo como Consequencialismo

 

O Princípio de Utilidade:

- Hutcheson: “a melhor acção e aquela que proporciona a maior felicidade para o maior numero”;

- Bentham: devemos preferir as acções que produzem mais prazer ou felicidade;

A utilidade e concebida em termos de bem-estar; o objectivo central do utilitarismo e a promoção imparcial do bem-estar colectivo

Concepções do bem-estar: prazer, felicidade, satisfação de preferências e “teoria da lista objectiva”

 

 

“As questões de fins últimos não admitem demonstração, na aceitação comum do termo. Ser incapaz de demonstração por raciocínio e comum a todos os primeiros princípios [...].Questões sobre os fins são, por outras palavras, questões sobre que coisas são desejáveis. A doutrina utilitarista e a de que a felicidade e desejável, e a única coisa desejável, como um fim; sendo todas as outras coisas apenas desejáveis como meios para este fim.

[...] A única prova que e possível produzir de que alguma coisa e desejável e o facto de as pessoas a desejarem efectivamente”

Mill, Utilitarismo

 

 

 

2- Deontologismo

Utilitarismo: uma acção e justa se promover as melhores consequências.

- As melhores consequências consistem na maximização da felicidade ou bem-estar.

Deontologismo: uma acção e justa se obedecer a uma regra/principio moral correcto.

- Um princípio moral correcto e, por exemplo, um princípio universalizável.

2.1. A filosofia moral de Kant

1- Não há nada que possa ser considerado incondicionalmente bom a não ser uma boa vontade.

2- A boa vontade esta presente quando se age por dever; por respeito a lei moral.

3- Distinção entre dever e inclinação; distinção entre agir por dever e em conformidade com o dever.

 

O imperativo categórico

1- “Age segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”.

2- “Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio”.

3- Agir com base em leis morais que procedem de nós próprios; princípio da autonomia.

 

2.2. Rawls: a crítica do utilitarismo

O utilitarismo começa por determinar o que e bom e define o correcto como aquilo que maximiza o bem.

Rawls: não se pode conceber o bem independentemente do que e correcto.

Rawls: o utilitarismo não dá a devida importância ao individuo.

 

Rawls: a posição original

O véu de ignorância: uma ordem social justa e aquela que escolheríamos se ignorássemos o nosso lugar na sociedade.

Dois princípios:

- o princípio da liberdade

- o princípio da diferença

 

O equilíbrio reflexivo

No plano ético-politico, a justificação consiste num ajustamento contínuo entre os princípios e os nossos juízos ponderados.

Os ajustamentos visam a busca de coerência entre princípios e intuições; nenhum principio ou juízo e intocável.

 

A razão pública

Decisões politicas fundamentais devem ser tomadas com base em valores ou princípios que possam ser partilhados pela sociedade em geral.

Só os princípios defendidos a partir de um ponto de vista comum podem constituir a base para o respeito mútuo.

Concepção inclusiva vs. concepção exclusiva da razão pública.

 

publicado por Luís M. M. Duarte às 14:01
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Luís M. M. Duarte (Coordenação)

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